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quarta-feira, 28 de junho de 2017

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262º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)



A Rainha Subjugada

de Philippa Gregory 


SINOPSE

Intriga, ambição, poder, amor e história, com uma pesquisa rigorosa e contada de forma soberba sobre Catarina Parr. 

A última e sexta mulher sobrevivente de Henrique VIII. Uma mulher forte, intelectual, culta e de uma beleza cativadora.

Novo livro da série Os Tudor, de Philippa Gregory, a escritora consagrada e mais lida do romance histórico em todo o mundo.

Queres ganhar este livro? Já sabes o que fazer! BOA SORTE :) 


terça-feira, 27 de junho de 2017

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Livro: Como não morrer de fome em Portugal


quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Anime: My Hero Academia




Título Original: Boku no Hero Akademia
Ano de Estreia: 2016
Género: Acção, Drama
Director: Kenji Nagasaki

* Por Mariana Oliveira *


No meio dos milhares de animes que existem e com a frustração que resulta de saber que nunca conseguirei vê-los a todos, escolher aqueles que me pareçam ser os melhores é para mim um objectivo de vida (ok, estou a exagerar mas vocês percebem a ideia!).
Quando me recomendaram o “My Hero Academia” garantindo-me que seria um dos melhores animes dos últimos anos, eu decidi testar essa teoria. Feitos os devidos testes de laboratório a conclusão a que cheguei foi a seguinte: este é de facto um dos melhores animes que vi nos últimos tempos!


Sinopse:
A premissa é simples: num mundo em que quase todas as pessoas têm um poder especial e o raro é ser-se absolutamente normal, existe um jovem, Midoriya, que cresceu completamente obcecado pelos super-heróis que mais admira e impacientemente à espera que o seu poder se revelasse. Por isso mesmo, uma sensação de tragédia abate-se sobre ele quando descobre que faz parte do pequeno grupo de pessoas sem quaisquer poderes. Inconformado, Midoriya acaba por conhecer o seu maior ídolo, o herói All Might, que acaba por dar-lhe a incrível oportunidade de se transformar num herói tornando-se no seu treinador.


Opinião:
É tão refrescante quando descobrimos um anime convenientemente equilibrado com a dose certa de drama, acção e comédia. Algumas animações japonesas cometem o erro de cair no exagero em determinadas componentes mas em “My Hero Academia” tudo está absolutamente perfeito!

A enorme variedade de personagens com os seus poderes particulares tornam cada episódio uma novidade, e as diferentes batalhas acabam por tornar-se absolutamente originais e cativantes. Particularmente a segunda temporada, está repleta de confrontos entre personagens diferentes entre si sendo que adivinhar o seu desfecho se torna numa situação quase impossível.

A componente dramática do anime contribui para tornar esta história mais profunda e para dar às personagens um rosto que nos fique na memória e um passado complexo que as guiou até ao momento presente. Cada história pessoal tem a sua relevância para o anime e eu adoro quando nos apresentam uma trama em que a evolução dos seus protagonistas é evidente e o ponto em que terminamos é substancialmente mais rico e complexo do que o ponto de partida.

Relativamente aos momentos mais cómicos de “My Hero Academia”, os mesmos aparecem na proporção correcta e no momento ideal: aqui não há lugar para exageros, um erro comum noutros animes, e o timing em que somos confrontados com essas cenas mais leves e divertidas é o ideal.


Sendo este um anime que ainda está a ser transmitido, encontra-se no ar a segunda temporada, ainda muito pode acontecer. Se os episódios futuros manterão a qualidade até aqui apresentada não me é possível saber, mas pelo que vi até agora não posso deixar de recomendar este anime a todos os fãs deste género de animação japonesa!  

quarta-feira, 21 de junho de 2017

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#MLVerão2017 - Explicação, TBR, resposta a dúvidas






Pelo segundo ano consecutivo vamos criar uma Maratona de Verão.
A maratona não é uma imposição, mas tem como objectivo tentar que o leitor leia livros diferentes. A própria pessoa é que escolhe que livros vai ler dentro de cada categoria. 

Esta maratona vai começar dia 18 de Junho de 2017 às 23:59 e irá até ao dia 22 de Setembro pelas 19:00, logo, durará o verão inteiro (e mais um pouquinho :p ).

O objectivo é ler o maior número possível de páginas. As únicas regras para participar oficialmente nesta maratona é serem seguidores do blog [http://agoraquesoucritica.blogspot.pt/] e do blog Flames [http://flamesmr.blogspot.pt/] e do youtube do blog Flames [https://www.youtube.com/user/FLAMESmr/]

Da lista de desafios, podem escolher todos ou apenas alguns para cumprirem. Não se esqueçam de colocar a vossa listinha de livros que vão ler nos comentários! Cada participante irá ter que meter os seus progressos numa rede social à sua escolha, mas terá que avisar o blog/youtube.
Podem inscrever-se quando quiserem, desde que seja durante o tempo da maratona. 

Utilizem a hastag #MLVerão2017 para fazer os vossos posts acerca da maratona. Se quiserem identifiquem os blogues ou as pessoas dos blogues para irmos mantendo o contacto. Espero contar com vocês. E claro que vamos ter prémios, mas isso são surpresas por agora. 
Quem tem nomes muito comuns (Anas, Marias, etc), metam no formulário o 1º e último nome para as contagens finais serem mais fáceis.


NOTA: CADA LIVRO SÓ PODE ENTRAR NUMA CATEGORIA, LOGO NÃO SE PODE REPETIR O MESMO LIVRO EM DUAS CATEGORIAS DISTINTAS. 

PARA OS CORAJOSOS que consigam terminar todas as categorias (o ano passado aconteceu) podem continuar a ler livros para categorias repetidas. As páginas contam para o final.

1) Ler um livro noutra língua (inglês, francês, espanhol, italiano, etc.);
2) Ler um livro de um autor português;
3) Ler um livro que compraste há mais de um ano (caso não tenhas, ler o último livro que compraste);
4) Ler um livro infantil;

Páginas: 69

5) Ler um livro publicado em 2017;
6) Ler um livro de um autor que nunca leste;
7) Ler um livro recomendado por um youtuber/blogger;
8) Ler um livro com um título curto;
9) Ler uma Graphic Novel, BD ou mangá;
10) Ler um livro com menos de 100 páginas;

Páginas: 95

11) Ler um livro escrito por mais do que um autor;
12) Ler um livro escrito antes de 1999;
13) Ler um livro que ganhou algum tipo de prémio;

Páginas: 77

14) Ler um livro que pediste emprestado;
15) Ler um livro do Plano Nacional de Leitura;
16) Ler um livro que se passa num lugar que sempre quiseste visitar;
17) Ler um livro que tinhas planeado ler em 2016 mas que acabaste por não ler;
18) Ler um livro em que o título tenha 15 letras;
19) Ler um livro passado num país Europeu;
20) Ler um livro publicado antes de teres nascido;
21) Ler um livro sobre viagens no tempo;
22) Ler um livro para terminar num dia; 

Páginas: 36

23) Ler um calhamaço (livro com mais de 500 páginas).

Desafios do Instagram/Facebook (Desafios extra, cada desafio destes cumprido acresce 5 páginas na contagem final):
1) Tirar uma foto de um livro no local onde estão a passar férias (quem não tem férias, tire no local de trabalho);
2) Tirar uma foto de um livro num dia com muito sol;
3) Tirar uma selfie com o livro que estão a ler, de óculos de sol na cara.



TOTAL: 277

sábado, 17 de junho de 2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

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Filme: Piratas das Caraíbas - Homens mortos não contam histórias




Título Original: Pirates of the Caribbean – Deadmen tell no tales
Ano de Estreia: 2017
Género: Aventura, Fantasia, Acção
Realizadores: Joachim Ronning, Espen Sandberg

* Por Mariana Oliveira *


Há muitos, muitos anos atrás vi, tal como provavelmente metade da população mundial, o primeiro filme da saga “Piratas das Caraíbas”. Naquela altura ninguém, nem mesmo os produtores, poderia adivinhar o sucesso que o capitão Jack Sparrow teria e que iria tornar esta saga numa das mais icónicas dos últimos anos.

Desde essa estreia alguns filmes se seguiram contudo acabei por não ver nenhum deles. Se me perguntarem porquê nem eu mesma saberei explicar, mas por algum motivo acabei por nunca mais ver nenhum dos filmes posteriores até 2017, ano em que voltei às salas de cinema para ver “Piratas das Caraíbas – Homens mortos não contam histórias”.

Aquilo que mais me surpreendeu foi perceber que me tinha esquecido por completo o quão divertidos estes filmes podem ser. Como decorreram tantos anos desde que tinha visto o famoso pirata pela primeira vez, já não me recordava dessa personagem tão cómica e peculiar.
Diga-se o que se disser, Jack Sparrow é a alma desta saga. Para mim, são os momentos inusitados em que está constantemente envolvido que tornam as suas aventuras tão engraçadas. É verdade que os efeitos especiais são incríveis (há uma cena com o Jack Sparrow muito mais jovem em que a qualidade dos efeitos está tão boa que fiquei de boca aberta!) e as cenas de acção muito bem construídas, mas tirem este pirata de cena e tudo o resto perde o interesse.


Relativamente à história de fundo propriamente dita e ao desenvolvimento das personagens, não sou certamente a pessoa ideal para opinar visto que não vi todos os filmes, tal como referi anteriormente, mas diz alguém que me acompanhou que é um fã acérrimo da saga que este foi um bom filme com um momento bastante dramático no final. Eu acredito no que ele diz.
Ficarei agora à espera do próximo filme, que não duvido que venha a ser feito. Entretanto, provavelmente vou ver os anteriores para ficar realmente imersa nesta história!  

segunda-feira, 12 de junho de 2017

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Livro: O rei dos tubarões



Título: O Rei dos tubarões
Autor: Pedro Jardim

Trailer 

  

Opinião
(Roberta Frontini)

Nunca é fácil falar num livro infantil. Pode haver tanto a dizer de um livro pequenino... mas gosto bastante de utilizar o FLAMES para divulgar o trabalho de autores emergentes e, especialmente, nacionais. Por isso mesmo esta obra tinha de figurar na lista.

Pedro Jardim já nos tem habituado a criar histórias infantis deliciosas. Um dos ingredientes de sucesso do autor é o facto de arranjar sempre bons ilustradores, que consigam transformar as suas palavras em imagens que captem a atenção dos mais novos. Neste "O rei dos tubarões" não há excepção. As imagens são coloridas e agradáveis. A mensagem transmitida pelo autor também é interessante e importante.

O respeito pela Natureza, por exemplo, é um dos tópicos que acaba por ser abordado neste livro uma vez que o tubarão um dia se engana e morte um monte de lixo ao o confundir com um cardume de peixes. Mas muito mais há encerrado naquelas páginas e espero, genuinamente, que lhe possam dar uma oportunidade. Leiam juntamente com uma criança e deixem-se levar para as profundezas do mar enquanto vivem uma aventura diferente com este tubarão especial. 

Para mais informações sobre o livro podem contactar o autor por aqui: 



sábado, 10 de junho de 2017

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261º Passatempo do FLAMES


Em parceria com O Castor de Papel temos o prazer de organizar mais um passatempo.
Assim, para poderem ganhar um exemplar do livro "Amor às Claras" de Laura Kaye tudo o que têm a fazer é participar!




Podem participar uma vez por dia. Têm até ao dia 24 de Junho para fazê-lo. Boa sorte!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

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Livro: Matéria Escura



Título Original: Dark Matter
Ano de Edição: 2016
Género: Ficção Científica, Mistério, Drama
Autor: Blake Crouch
Editora: Suma de Letras


* Por Mariana Oliveira *


Depois de ter visto a série “Wayward Pines” e me ter rendido à sua originalidade, foi com curiosidade que decidi ler um livro escrito pelo autor de cuja mente saiu uma história tão interessante. E porque não fazer essa estreia com o livro que o autor considera ser o mais desafiante que alguma vez escreveu?


Sinopse:
“Estás satisfeito com a tua vida?” – são as últimas palavras que Jason Dessen se lembra de ouvir antes de acordar num mundo estranho e que um homem que nunca vira antes lhe diga “Bem-vindo de volta, meu amigo”. É este o início de “Matéria Negra”. Um argumento brilhante com uma história ao mesmo tempo abrangente e íntima, estranhamente excitante e profundamente humana. Um thriller surpreendente sobre escolhas, caminhos não seguidos e a nossa determinação para conseguir a vida com que sempre sonhámos.


Opinião:
Quando terminei de ler “Matéria Escura” senti-me como se tivesse acabado de sair de uma montanha russa: cheia de adrenalina, sem fôlego e com vontade de repetir!
Este livro descreve tudo de uma forma tão cinematográfica que por vezes sentia que estava a ver um filme ao invés de ler uma obra. Na verdade, os direitos para adaptação desta história ao cinema já foram vendidos e imagino que “Matéria Escura” venha a resultar num grande filme de ficção científica.

Como qualquer livro que faça parte deste género literário, esta obra de Blake Crouch não olha a meios para surpreender o seu leitor com acontecimentos improváveis e muita imaginação à mistura. Depois de um início intenso que me deixou a rebentar de curiosidade, o livro segue uma linha de pensamento que vi há bastantes anos no filme “Mr. Nobody” e que já nessa altura me cativou: o conceito de Multiverso.
São, de facto, várias as teorias científicas que são apresentadas nesta obra contudo o autor conseguiu, surpreendentemente, apresentá-las de uma forma simples e acessível a qualquer pessoa. Longe de ter um verdadeiro espírito científico, considero-me apenas curiosa por natureza e gosto quando me apresentam teorias devidamente fundamentadas que me façam olhar para aquilo que me rodeia de uma maneira diferente. Quando a isso adicionamos situações dramáticas e um ritmo de acção intenso acabamos com um livro incrível!

Foi precisamente isto que senti ao ler “Matéria Escura”: esta é uma história repleta de acção, com uma premissa ambiciosa mas incrivelmente credível e um protagonista de respeito. As constantes reviravoltas e os diferentes cenários para onde somos transportados ao longo do livro tornaram esta leitura numa das mais rápidas que fiz nos últimos tempos.
Contudo, apesar desta correria louca em que o livro se transformou, não posso deixar de destacar a sua componente mais dramática. De facto, esta também é uma história sobre o poder do amor e a importância da família. Afinal, não são aqueles que partilham o dia-a-dia connosco que nos ajudam a definir a nossa essência e nos orientam ao longo da nossa vida? Esta questão e alguns dilemas morais que esta obra apresenta deixaram-me a pensar e eu adoro quando um livro faz isto!


Em jeito de conclusão, recomendo este livro a todos os fãs deste género literário que não resistem a uma mão cheia de teorias científicas desafiantes que nos façam pensar mais além de mãos dadas com muita acção, drama e mistério. Esqueçam uma escrita com floreados, Blake Crouch escreve de uma forma simples e directa com um único propósito: transportar-nos para uma das mais alucinantes viagens das nossas vidas!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

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260º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)



O Amor Que Nos Une
As Guerreiras Maxwell 2
de Megan Maxwell 


SINOPSE

Segundo volume da série As Guerreiras Maxwell, que tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

Gillian é conhecida entre os membros do seu clã, como a Desafiadora. Apaixonada por Niall desde a infância, viveram uma linda história de amor que acabou quando ele partiu para a guerra sem se despedir dela. Gillian jurou que jamais o perdoaria. Niall, no entanto, é tão teimoso e orgulhoso como a amada. Agora que regressou, voltam a encontrar-se, mas nenhum está disposto a dar o braço a torcer. Mas a vida é caprichosa e a paixão começa a apoderar-se outra vez deles. Serão capazes de resistir?
Uma história de amor bastante forte com a componente erótica própria deste género e que fará as delícias das leitoras mais românticas.


Vamos começar mais um passatempo :) desta vez contamos com a colaboração da Planeta Editora. Para ganhares um exemplar deste livro basta preencheres o formulário em baixo. Boa sorte :)
       
TERMINADO 
PARABÉNS Ana da Costa

terça-feira, 6 de junho de 2017

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Livro: Nimona



Título: Nimona
Autora: Noelle Stevenson
Data 1ª Edição: 02/06/2017
ISBN: 9789897730559
Nº de Páginas: 272

Sinopse

Obra vencedora do Prémio Eisner. 

Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam.

Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES.
E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar.

Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir…

Opinião 
(Roberta Frontini) 

Quem segue bloggers estrangeiros ou mesmo booktubers, de certo que se deparou com o fenómeno Nimona. Eu como grande fã de Graphic Novels (GN) e BD's, não consegui ficar indiferente, e o livro entrou directamente para a minha wishlist. Qual não foi o meu espanto quando percebi que a Saída de Emergência o ía editar. Tirá-lo da wishlist e colocá-lo na mesinha de cabeceira tornou-se, assim, uma prioridade, e assim que chegou não me consegui conter, e comecei logo a lê-lo. 

Confesso que gostei imenso! Achei-o bastante divertido e diferente. Isto porque, nesta história, vamos conhecer melhor o lado "negro". Ou seja, num mundo de heróis e vilões, vamos seguir mais o lado dos vilões. No entanto vamos compreender que o mundo não é branco e preto e o pensamento dicotómico não faz qualquer sentido. Assim, o lado negro não é totalmente mau. Foi esta uma das razões pelas qual gostei tanto de Watchman por exemplo. O facto de termos uma nova perspectiva e de compreendermos que, por vezes, os vilões nem sempre são vilões e os heróis também são humanos e por vezes também erram. 

O início não é gradual e começa logo de forma directa, mas rapidamente nos conseguimos inteirar da história e a autora faz um excelente trabalho ao desenvolver a caracterização das personagens e a própria trama. As personagens são mais parecidas com o humano, têm fragilidades, defeitos e virtudes. Estão bem construídas e são adequadas à trama envolvente. 

Quer a arte, quer o traço e as cores estão muito bem conseguidos, tornando a GN muito apelativa. 

As mensagens transmitidas pela autora também são bonitas e tenho a certeza que esta é uma obra perfeita para miúdos e graúdos. No entanto não posso deixar de referir que este livro está categorizado como YA, sou seja, é supostamente voltado para um público mais jovem. Apesar de tudo, as boas horas que me fez passar não me demoveram da sua leitura e de o considerar num dos livros que mais me fez sentir feliz nos últimos tempos. 


domingo, 4 de junho de 2017

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Maratona Literária de Verão 2017


Pelo segundo ano consecutivo vamos criar uma Maratona de Verão.

A maratona não é uma imposição, mas tem como objectivo tentar que o leitor leia livros diferentes. A própria pessoa é que escolhe que livros vai ler dentro de cada categoria. 


Esta maratona vai começar dia 18 de Junho de 2017 às 23:59 e irá até ao dia 22 de Setembro pelas 19:00, logo, durará o verão inteiro (e mais um pouquinho :p ).
O objectivo é ler o maior número possível de páginas. As únicas regras para participar oficialmente nesta maratona é serem seguidores do blog [http://agoraquesoucritica.blogspot.pt/] e do blog Flames [http://flamesmr.blogspot.pt/] e do youtube do blog Flames [https://www.youtube.com/user/FLAMESmr/]


Da lista de desafios, podem escolher todos ou apenas alguns para cumprirem. Não se esqueçam de colocar a vossa listinha de livros que vão ler nos comentários! Cada participante irá ter que meter os seus progressos numa rede social à sua escolha, mas terá que avisar o blog/youtube.
Podem inscrever-se quando quiserem, desde que seja durante o tempo da maratona. 

Utilizem a hastag #MLVerão2017 para fazer os vossos posts acerca da maratona. Se quiserem identifiquem os blogues ou as pessoas dos blogues para irmos mantendo o contacto. Espero contar com vocês. E claro que vamos ter prémios, mas isso são surpresas por agora. 
Quem tem nomes muito comuns (Anas, Marias, etc), metam no formulário o 1º e último nome para as contagens finais serem mais fáceis.


NOTA: CADA LIVRO SÓ PODE ENTRAR NUMA CATEGORIA, LOGO NÃO SE PODE REPETIR O MESMO LIVRO EM DUAS CATEGORIAS DISTINTAS. 

PARA OS CORAJOSOS que consigam terminar todas as categorias (o ano passado aconteceu) podem continuar a ler livros para categorias repetidas. As páginas contam para o final.

1) Ler um livro noutra língua (inglês, francês, espanhol, italiano, etc.);
2) Ler um livro de um autor português;
3) Ler um livro que compraste há mais de um ano (caso não tenhas, ler o último livro que compraste);
4) Ler um livro infantil;
Páginas: 69

5) Ler um livro publicado em 2017;
6) Ler um livro de um autor que nunca leste;
7) Ler um livro recomendado por um youtuber/blogger;
8) Ler um livro com um título curto;
9) Ler uma Graphic Novel, BD ou mangá;
10) Ler um livro com menos de 100 páginas;



Páginas: 

11) Ler um livro escrito por mais do que um autor;
12) Ler um livro escrito antes de 1999;
13) Ler um livro que ganhou algum tipo de prémio;
14) Ler um livro que pediste emprestado;
15) Ler um livro do Plano Nacional de Leitura;
16) Ler um livro que se passa num lugar que sempre quiseste visitar;
17) Ler um livro que tinhas planeado ler em 2016 mas que acabaste por não ler;
18) Ler um livro em que o título tenha 15 letras;
19) Ler um livro passado num país Europeu;
20) Ler um livro publicado antes de teres nascido;
21) Ler um livro sobre viagens no tempo;
22) Ler um livro para terminar num dia;
23) Ler um calhamaço (livro com mais de 500 páginas).

Desafios do Instagram/Facebook (Desafios extra, cada desafio destes cumprido acresce 5 páginas na contagem final):
1) Tirar uma foto de um livro no local onde estão a passar férias (quem não tem férias, tire no local de trabalho);
2) Tirar uma foto de um livro num dia com muito sol;
3) Tirar uma selfie com o livro que estão a ler, de óculos de sol na cara.


TOTAL: 69

quinta-feira, 1 de junho de 2017

6

Filme: O Primeiro Encontro



Título Original: Arrival
Ano: 2016
Género: Ficção Científica, Drama
Realizador: Denis Villeneuve

* Por Mariana Oliveira *


Depois de várias pessoas me terem recomendado este filme e curiosa para perceber o motivo de todo o burburinho à sua volta, aproveitei o passado Domingo chuvoso para finalmente vê-lo.


Sinopse:
“Quando 12 misteriosas naves extraterrestres aterram espalhadas por vários países do mundo, a professora de linguística Louise Banks é contratada pelo exército norte-americano para tentar arranjar uma forma de comunicar com esses seres de outro planeta para que a Humanidade perceba o que os trouxe à Terra.”


Opinião:
Os primeiros segundos captaram de imediato a minha atenção por causa da música que os acompanha: “On the Nature of Daylight” de Max Richter. Ouvi-a pela primeira vez há vários anos quando vi o incrível filme “Shutter Island” e desde aí que fiquei completamente rendida. A título de curiosidade: gosto tanto desta música que decidi incluí-la numa peça de teatro em que me encontro a colaborar actualmente.

Depois deste agradável impacto inicial, seguiu-se a história propriamente dita que, posso adiantar-vos desde já, foi das melhores tramas que vi nos últimos anos!
Não me recordo de um filme de ficção científica que me tenha cativado desta forma. A linguística é uma temática que me interessa bastante e gostei muito da forma como decidiram incluí-la nesta história. Todo o suspense à volta do propósito que trouxe os extraterrestres ao nosso planeta deixou-me curiosa do início ao fim.

Por causa do género em que o filme se insere, estava à espera de muita acção e cenas de luta contudo não podia estar mais enganada! Esta é uma história com uma componente dramática muito forte e que apela ao nosso lado mais humano. Mais uma vez, temos um filme que nos apresenta o que de mau e bom o Homem tem para dar. Questões como competição vs cooperação e suspeita vs confiança são fulcrais nesta história que nos mostra como é que o medo pode facilmente toldar a nossa mente e levar-nos a tomar decisões precipitadas.
A forma inteligente como a história é apresentada cumpre o seu intuito de surpreender-nos por completo quando a grande reviravolta acontece. E acreditem em mim, é mesmo uma grande reviravolta!

Comovi-me com a história da protagonista que me deixou em lágrimas e que levanta uma questão delicada e controversa. Muito por causa disso considero que aquilo que torna esta história num filme de ficção científica (as misteriosas naves e os extraterrestres que nelas viajam) acaba por ser secundário quando se percebe que este é um filme sobre o ser humano e o infinito espectro de emoções que pode sentir.
... 

É frustrante quando releio aquilo que escrevi e percebo que não consigo transmitir um quinto daquilo que senti ao ver “Arrival”. Por favor, vejam-no!    

segunda-feira, 29 de maio de 2017

2

Livro: O rapaz que conheceu o homem que carregava pedras



Título: O rapaz que conheceu o homem que carregava pedras
Autor: Marco Taylor
Hardcover - Capa dura - Cores
Ano: 2017
ISBN13: 9789899961913


Sinopse
Quando conheci o homem que carregava pedras ele estava numa altura em que tinha desistido de ver as coisas bonitas da vida. Eu era apenas um rapaz. Ouviram falar deste homem?



 Opinião

(Por Roberta Frontini) 


Sou uma grande apreciadora dos livros deste autor. Desde que contactei com as suas obras pela primeira vez que não me consigo distanciar do trabalho do Marco, e sempre que sai um novo livro fico sempre empolgada.

Marco Taylor não só é o criador da história, como é o autor das lindas ilustrações que o acompanham, sendo que as edições são tão cuidadas e originais que transformam o livro num objecto diferente. É o caso deste "O rapaz que conheceu o homem que carregava pedras" que conta com algumas surpresas de edição dentro do livro. 

Há uns tempos já vos tinha falado aqui no blogue de um livro do autor chamado "O Homem Que Carregava Pedras" (opinião aqui). Nesse livro conta-se a história de um homem que se libertava dos seus problemas de uma forma original. Mas esse livro deixa muitas questões em aberto, que acabarão por ser respondidas neste "O rapaz que conheceu o homem que carregava pedras". Sendo que apesar de ambos estarem ligados, as leituras podem fazer-se de forma totalmente independente. Mas este não é um livro que nos vai entregar respostas. Tal como todas as obras do Marco, este livro vai levantar ainda mais questões, deixar-nos a pensar, e fazer-nos reflectir sobre inúmeras coisa, com uma tónica especial na importância da amizade.

Um livro delicioso que fazia mesmo questão de vos dar a conhecer. 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

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Filme: Alien - Covenant



Ano: 2017
Género: Ficção Científica, Suspense
Realizador: Ridley Scott


* Por Mariana Oliveira *


Aproveitando a iniciativa que decorreu esta semana a nível nacional e que tornou o cinema mais acessível a nós, comuns mortais, decidi ir ver um filme cuja história já se tornou mítica. Falo da aterrorizadora trama de ficção científica que foi vista ao longo dos anos por toda a gente. Bem, toda a gente menos eu que do “Alien” só conhecia o nome e a actriz que se celebrizou como protagonista desta saga: Sigourney Weaver.

Decidi ver este filme simplesmente para acompanhar o grupo de entusiastas que estava comigo, por isso mesmo as minhas expectativas eram quase inexistentes. Tábua rasa como se costuma dizer.
Assim, ver o “Prometheus 2”, ups quero dizer, o “Alien” acabou por ser uma experiência bastante mediana.  Num filme deste género já todos esperamos excelentes efeitos especiais, muita confusão com tiros e mortes à mistura e actos de bravura por parte de alguns personagens. Até aqui nada de novo. “Alien” cumpriu com todos os requisitos.

A maior surpresa surge quando percebemos, a determinado momento, que este filme é a continuação do “Prometheus”, outro filme de ficção científica que há alguns anos esteve em destaque nas salas de cinema um pouco por todo o mundo. Se tivéssemos pesquisado o assunto previamente, já teríamos sabido disso antes de ver o filme mas… tábua rasa lembram-se?
Por isso mesmo, senti-me algo defraudada. Já tinha visto o “Prometheus” e não o tinha achado nada de especial. Se eu soubesse que “Alien” seria uma continuação dessa história muito provavelmente teria optado por ir ver outro filme. Quanto aos fãs da saga Alien, pelo que percebi ao ouvir vários comentários, os filmes que se tornaram míticos no século passado terão uma qualidade muito superior a este filme de 2017.

A enorme previsibilidade desta história fez com que nem sequer o final, que supostamente deveria deixar-nos de boca aberta, conseguisse surpreender-nos.
Bem, pelo menos o bilhete do cinema foi barato…  

terça-feira, 23 de maio de 2017

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126º Entrevista do FLAMES: Frankie Chavez


Frankie Chavez


Frankie Chavez está de volta com um novo trabalho. Este foi o motivo que nos levou a mais uma conversa com um dos guitarristas mais talentosos do país. Fiquem com a nossa conversa, e aproveitem para conhecer o trabalho do músico. 




O álbum “Family Tree” é mais ligado à família e à tua recente experiência enquanto pai na altura... entretanto sai o “Heart and Spine” onde se falava na importância de se lutar pelos nossos objectivos e sonhos.. o que nos conta este “Double or Nothing”?
Este álbum também é o resultado de eu ter tido duas filhas gémeas.. entretanto surgiu uma música chamada “Double or Nothing”, porque eu estou sempre a brincar com essa expressão. Este álbum relaciona-se com isso, mas também com o “ir ao jogo”, ou seja, neste caso, eu sou pai de quatro filhos e deparei-me com uma situação meio crítica (mas crítica no bom sentido), que levou a que eu pensasse se continuaria a conseguir fazer música da forma como tinha feito até ali. No entanto eu não queria levar o disco só para assuntos familiares... Em termos de conteúdo (e de letras) o disco fala nisto mas também fala do que aconteceu no Bataclan, fala de terrorismo e da privação de liberdade. Fala no facto de termos de acreditar que “para a frente é que é o caminho”. Este disco fala sobre termos de ir a jogo com o que temos e “logo se vê”.
Já se notava, no “Heart and Spine” a tua preocupação com a conjectura social actual.. Neste isto acontece ainda de forma mais vincada... o que se passa no mundo vai ter sempre influências na tua música? 
Desde que eu tenha alguma preocupação com o que se passa com o mundo, acho que sim, porque a minha música vai ser sempre o reflexo daquilo que eu vou vivendo. Se eu vivesse numa ilha deserta seria diferente do que se eu viver numa cidade como Lisboa, que é o caso, com acesso a notícias e à quantidade de informação que há disponível hoje em dia. Eu acho que nós, inevitavelmente, vamos sempre ser influenciados por aquilo que se passa à nossa volta. E agora o “à nossa volta” já não é só o nosso bairro, mas é o nosso mundo. Ou eu “fecho os olhos” ao mundo ou então acabo por ser influenciado pelas várias coisas que vão acontecendo... A minha música é uma coisa muito orgânica e é sempre o resultado daquilo que eu vou vivendo, e acho que vai ser sempre o resultado disso.  
A música “My Religion” conta com a colaboração de Poli Correia.. podes-nos contar um pouco como surgiu a ideia de o convidar para cantar? 
Sim, eu conheço-o à cerca de 3 anos. Conheci-o no Algarve e criámos logo ali uma empatia enorme. Ele é um músico de que gosto muito.. Conhecia o trabalho dele, mas não o conhecia pessoalmente. Quando isso aconteceu ficámos amigos. Quando escrevi aquela música senti que ele se ia identificar com ela e então convidei-o para participar. Gravámos aquilo tudo em Lisboa, depois combinamos, encontrar-nos em estúdio e ele gravou a parte da voz e acho que tem tudo a ver comigo e com ele.


Sim, e acho que as duas vozes combinam muito bem uma com a outra... Na “My Religion” a letra a certa altura diz: “I guess the world is getting smaller every day”. A que te referias neste caso concreto?
Às pessoas que partem mais cedo e não deviam partir, por variadíssimas razões! Na altura, quando escrevi a música, pensei nas pessoas que morreram devido a um atentado como aquele num concerto... 
Para além deste artista, arranjaste um grupo de músicos interessante que convidaste para participar contigo neste disco. Quem é que gostarias de convidar para trabalhar contigo no futuro? 
Sei lá.. há tanta gente com quem eu gostava de trabalhar! Sou péssimo para responder a estas perguntas do tipo “Olha, fala lá de uma música”.. Deixa-me pensar.. Beck por exemplo... mas era quase impossível tê-lo num disco rock. 
Sei que te inspiras em muitos guitarristas, mas quando pensas numa pessoa para colaborar contigo pensas em alguém que toca o teu mesmo instrumento, ou preferes alguém que toque um instrumento que te complemente?
Agora, lá está, até me lembrei que gostaria muito de colaborar com um guitarrista que admiro muito, o Jack White por exemplo.. como baterista gosto imenso do Steve Jordan é um baterista que eu gostava muito de ter comigo, só para dizer que toquei com ele (risos). Gostava de experimentar um concerto com ele, havia de ser engraçado. Mas o Jack White é o guitarrista/produtor de que mais gosto na actualidade...
Na “My Religion” a certa altura diz-se: “My religion is Rock n' Roll…” contrariamente às religiões que por vezes tendem a afastar as pessoas, a música ajuda a aproximar-nos? Ou também tem este efeito perverso de nos afastar? 
Não, a música é uma celebração, e o que faz é unir as pessoas. E eu digo isso mesmo por isso mesmo. O pessoal mais extremista está completamente enganado e acha que vai fazer com que os concertos acabem e as celebrações da vida acabem! A música é uma celebração da vida e é assim que deve continuar. 
Em geral, gostas de falar sobre as tuas músicas ou preferes que sejam os outros a falar delas? Ou ouvir os outros a falar nas tuas músicas gera-te algum embaraço?
Não me gera embaraço. Prefiro que os outros falem nelas para conseguir perceber o que a minha musica transmite. 
Foste pai de gémeos e houve uma altura em que pensaste se deverias continuar no mundo da música ou não.. Quais são os aspectos negativos de se ter uma carreira nesta área?
Hoje em dia a música é vista quase como um complemento de outras coisas. Para tentar exemplificar: as pessoas quando vão a um restaurante não dizem “epá, posso comer sem pagar?”. Nos concertos, há muita gente a querer entrar e não pagar. Isto é um exemplo diário. Ouço imenso “Não arranjas lá um bilhete?”, “Não arranjas aí um CD?”, “Olha, dá aí uma música para fazer aí um filme”. A música é uma arte como as outras, e uma vez que é arte, há processo criativo que muitas vezes não é pago. Durante o processo criativo eu estou a tocar e não estou a receber ao final do mês. Portanto, é cada vez mais complicado fazer arte num país e numa altura em que a música não é valorizada. É valorizada enquanto complemento, por exemplo, de um spot publicitário. Às vezes gastam-se milhões a fazer uma campanha e a música é aquela coisa que, se puder vir à borla, melhor. Este é um aspecto que tem de ser mudado. Mas é muito complicado de se mudar porque hoje em dia a música é disponibilizada de forma quase gratuita... Mas as pessoas têm de perceber que por detrás de um disco há um processo de gravação, um processo criativo, contratação de músicos, produção física de discos... é complicado. É nesse sentido que eu digo que às vezes me questiono. Eu sei que não vou deixar de fazer música, mas poderia ter de fazer outras coisas. Há poucos músicos em Portugal que conseguem fazer apenas música em Portugal. 
Tivemos a oportunidade de te entrevistar quando saiu o “Heart and Spine”. O que é que o Frankie Chavez de agora diria ao Frankie Chavez daquela altura?
Diria: “Continua que é para fazeres o Double or Nothing” (risos). Dava-lhe incentivo! Ainda há bocado me perguntavam se eu alteraria alguma coisa. Eu já tive esse sentimento nos outros discos. Acho que é normal nós pensarmos que agora faríamos de forma diferente. Mas eu acho que o interessante é isso. O disco torna-se numa fotografia daquele momento. O interessante dos discos e da arte de uma forma geral é o facto de poder ser representativo de uma determinada altura. Isto é o mais importante da arte e as pessoas têm de saber viver bem com isso. Se eu agora fosse refazer o EP da Optimus, o Frankie Chavez, ele ía soar a outra coisa. Tenho outra bagagem, já dei alguns concertos... a musica iria soar de forma diferente. E aquela musica tinha de sair assim naquela altura para também, agora, haver uma margem de progressão. Tu não queres fazer dois discos iguais, e ainda bem que fiz aquele naquela altura, para hoje poder fazer este, e amanhã fazer uma coisa diferente. 
A recente vitória de Portugal na Eurovisão parece que reavivou a paixão dos portugueses pelos artistas lusitanos. Acreditas nesta mudança ou achas que "será sol de pouca dura"?
Acho que cada vez mais se tem dado valor à música portuguesa feita em Portugal, e à música cantada em português. O festival, da mesma forma que deu a conhecer Portugal e os músicos portugueses ao resto da Europa, também deu a conhecer alguns músicos portugueses a pessoas em Portugal que estão meio adormecidas ou que não conheciam, por alguma causalidade. Acho que é importante, e ainda bem que isso aconteceu, mas lembro-me de uma coisa que o Salvador Sobral disse “isto daqui a um tempo ninguém se vai lembrar”. Claro que isso pode acontecer. Eu espero que este festival da Eurovisão tenha estimulado a criação de mais música portuguesa. Já na altura do Heart and Spine eu disse isto: eu acho que a música portuguesa está a passar por um período muito bom porque acho que a qualidade da música que se faz em Portugal (quer seja cantada em português ou em inglês) tem sido muito boa. Aquilo que se faz hoje em dia não está nada atrás do que se tem feito noutros países. Hoje em dia a música feita em Portugal está ao nível da musica mundial. Este festival veio provar isso e espero que seja um estimulo para se continuar a fazer música em Portugal. 
E agora, por onde vais levar este teu novo álbum? Onde te podemos encontrar?
Vou ter algumas datas em Portugal, como o festival bons sons. Vou ter algumas datas em Itália, vamos voltar a Espanha e lá para Outubro há concertos agendados para Portugal. Ainda estou a marcar coisa. 
TOUR 2017

15 de Junho – GUITARRAS AO ALTO com Peixe (Avis,PT)
16 de Junho – GUITARRAS AO ALTO com Peixe (Estremoz, PT)
17 de Junho – GUITARRAS AO ALTO com Peixe (Beirã-Marvão, PT)
24 de Junho - Montemor-o-Novo
5 de Julho – VILLA ADA (Roma, IT)
6 de Julho – TBC (IT)
7 de Julho – BOTANIQUE (Bologna, IT) 8 de Julho – ROCKA IN MUSICA (Roccamandolfi, IT)
9 de Julho – A anunciar (IT)
10 Julho - A anunciar (IT)
14 Julho - A anunciar (IT)
20 de Julho – ORIENTOCCIDENTE (Terranuova Bracciolini, IT)
30 de Julho – ARRIFANA SUNSET FEST (Arrifana, PT)
12 de Agosto - A anunciar (PT)
14 de Agosto – FESTIVAL BONS SONS (Cem Soldos, PT)
19 de Outubro - A anunciar (PT)
20 de Outubro - A anunciar (PT)
21 de Outubro - HARD CLUB (Porto, PT)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

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Livro: Anna e o Homem-Andorinha



Título: Anna e o Homem Andorinha
Autor: Gavriel Savit
ISBN: 9789896651909
Edição ou reimpressão: 02-2017
Editor: Suma de Letras
Idioma: Português
Páginas: 224

Sinopse:
Uma história sobre a perda da inocência perante a tragédia. Cracóvia, 1939. Um milhão de soldados marcham e mil cães ladram. Este não é um lugar para crescer. Anna tem apenas sete anos no dia em que o alemães levaram o seu pai, professor de Linguística, durante a purga de intelectuais na Polónia. Está sozinha quando encontra o Homem-Andorinha, um astuto trapaceiro, alto e estranho, com mais de um ás na manga; um impostor que consegue até que os soldados com quem se cruza só vejam aquilo que ele quer que vejam. O Homem-Andorinha não é o pai de Anna - ela sabe-o bem -, mas também sabe que, como o seu pai, está em perigo e, também como o seu pai, tem o dom das línguas: fala russo, polaco, alemão iídiche e a linguagem dos pássaros. Quando o misterioso indivíduo consegue que uma bela andorinha lhe pouse na mão para que Anna deixe de chorar, a menina fica encantada. E decide segui-lo até onde ele for. Ao longo da viagem, Anna e o Homem-Andorinha escaparão a bombas e a soldados e também farão amigos. Mas, num mundo louco, tudo pode ser um perigo. Também o Homem-Andorinha.

Opinião
(Roberta Frontini)

Como podem ler pela sinopse, este livro passa-se durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso mesmo, assim que o vi, a minha curiosidade por ele foi enorme. 
É-me difícil falar sobre este livro, porque o li na altura errada. Fiquei com a sensação que este livro é mais voltado para um público mais jovem ou um público que está a dar os primeiros passos na leitura sobre o Holocausto. Mas talvez esteja a ser injusta. Em ultima análise, penso que poderá ser interessante para um público interessado pelas vidas que foram tocadas pela 2ª Guerra Mundial..

No entanto uma coisa é certa, ele conseguiu surpreender-me. Isto porque achei incrível que este seja o primeiro livro do autor. Gavriel Savit conseguiu criar um livro bastante original: pegou numa temática já demasiado dissecada, e conseguiu dar-lhe uma nova roupagem, com personagens incomuns e uma escrita diferente que toca, por vezes, o poético. 

Este é um livro que traz mais um testemunho de duas personagens que tentam passar incólumes pela guerra... por isso mesmo não faltam descrições de situações desumanas, que infelizmente (de certo) se assemelham a muitas situações reais. Tudo isto a par com um toque de realismo mágico que pode fazer as delicias de quem aprecia este género. A visão é maioritariamente a de uma criança que não compreende tudo o que se passa e a de um homem que tudo faz para sobreviver ao horror da guerra. O leitor, por seu turno, também não compreende sempre os motivos que movem o homem-andorinha, personagem da qual nunca se chega a saber o nome.. O mistério anda, assim, de mão dada com as pessoas que vamos encontrando no decorrer da leitura. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

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259º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)


Vamos começar mais um passatempo :) desta vez contamos com a colaboração da Planeta Editora.
Para ganhares um exemplar deste livro basta preencheres o formulário em baixo.
Boa sorte :)


Desejo Concedido
As Guerreiras Maxwell 1
de Megan Maxwell


SINOPSE

O romance é passado na Inglaterra do século XIV. Lady Megan Phillips - jovem muito bela e lutadora cuja vida não tem sido fácil, e , o highlander Ducan McRae, acostumado a chefiar exércitos, a comandar batalhas e a sair vitorioso de todas.

Esta nova série tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

TERMINADO 

VENCEDOR: Alexandra Castro Pedro

quinta-feira, 18 de maio de 2017

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Série: Taboo


Ano: 2017
Género: Drama
Produtores: Chips Hardy, Tom Hardy e Steven Knight


* Por Mariana Oliveira *


Quero agradecer à pessoa responsável pela série Taboo por ter decidido criar uma primeira temporada com apenas 10 episódios. Com isto libertaram mais rapidamente o meu tempo para ver séries que realmente valham a pena.
É com tristeza que digo isto pois quando parti para esta história estava bastante entusiasmada. A época que retrata - o século dezanove - bem como o conhecido actor com o papel de protagonista - Tom Hardy – faziam adivinhar uma série incrível. Até o genérico parecia guardar em si um misticismo contagiante!

Quando o primeiro episódio falhou em surpreender-me não entrei em pânico pois não era a primeira vez que tal acontecia (pois não meu caro amigo Dexter?). Contudo, quando começou a ser episódio atrás de episódio a despertar em mim um tremendo tédio de mãos dadas com constantes ataques de bocejos comecei a ficar preocupada. Estaria, pensei eu, perante uma das maiores desilusões dos últimos tempos? Não tardou muito até que a resposta a esta minha inquietante pergunta surgisse: “Não Mariana, esta não é UMA das maiores desilusões dos últimos tempos, é sim A maior desilusão. A primeiríssima, a vencedora dessa infame corrida rumo à meta das piores séries dos últimos meses.”

A ter em conta a boa classificação que Taboo tem no IMDb fiquei a pensar que o meu grupo de apoiantes não deverá ser muito grande. Contudo, acredito que certamente seremos alguns a detestar o ritmo demasiado lento da trama, a confusão constante das discussões e conspirações políticas retratadas bem como o facto de nos levarem a crer que alguma componente sobrenatural poderia vir a ser devidamente desenvolvida quando na verdade não o foi.

Apreciei o esforço do último episódio com uma cena de luta bem conseguida, mas adulterando completamente o ditado popular quanto a esse episódio o que tenho a dizer é o seguinte: “ Não é uma andorinha que salva a Primavera”.
Quanto à segunda temporada, quando estrear vou ver se consigo trocá-la por um pacote de gomas. Bem ficarei mais satisfeita.
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